ABBI colabora com lançamento do Plano Nova Indústria Brasil na área de bioeconomia

A Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) participou do lançamento e da elaboração do Nova Indústria Brasil, plano do governo federal que prevê R$ 300 bilhões em financiamentos no setor até 2026, anunciado nessa segunda-feira (22). A iniciativa tem como objetivo estimular o desenvolvimento do país por meio de estímulos à inovação e à sustentabilidade em áreas estratégicas de investimentos, como o setor de biocombustíveis, biocosméticos e bioinsumos.

O plano contempla 6 missões ligadas à indústria, definidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), do qual a ABBI faz parte como coordenadora do GT Bioindústria. O grupo atuou na construção da missão 5: Bioeconomia, descarbonização e transição e segurança energéticas para garantir os recursos para as gerações futuras. “A ABBI teve a honra de colaborar com a elaboração do Plano. Acreditamos no aprimoramento contínuo das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável da indústria brasileira como chave para colocar o Brasil na dianteira da nova economia”, explica o presidente executivo da ABBI, Thiago Falda.

Dentro da missão 5, há metas aspiracionais estabelecidas para 2033, como reduzir em 30% a emissão de CO2 por valor adicionado do PIB da indústria; ampliar em 50% a participação dos biocombustíveis na matriz energética de transportes e aumentar o uso tecnológico e sustentável da biodiversidade pela indústria em 1% ao ano.

O Plano Nova Indústria Brasil também estabelece desafios para cada uma das missões. No caso da bioeconomia, descarbonização e transição energética, eles são:

  • Ampliar parcerias entre academia, setor privado e fundos internacionais para pesquisa aplicada;
  • Incentivar a inovação tecnológica com foco na descarbonização;
  • Estimular a qualificação profissional com foco nos setores da bioeconomia e transição e eficiência energética;
  • Regulamentar as compras governamentais com foco na bioindústria;
  • Promover a nacionalização de produção de equipamentos voltados à geração de energia renovável;
  • Desenvolver as rotas tecnológicas “verdes”.
No evento de lançamento do plano, em Brasília, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou que todos os setores envolvidos devem se empenhar para o cumprimento das metas destacadas no programa. “É muito importante para o Brasil que a gente volte a ter uma política industrial inovadora, totalmente digitalizada, como o mundo exige hoje, e que a gente possa superar, de uma vez por todas, esse problema de o Brasil nunca ser um País definitivamente grande e desenvolvido”, pontuou.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou que os R$ 300 bilhões de financiamento para a Nova Indústria Brasil serão geridos por BNDES, Finep e Embrapii por meio de linhas específicas e recursos por meio de mercado de capitais. “Esta política representa uma visão de futuro, uma declaração de confiança em nossa capacidade de competir e liderar áreas estratégicas diante do mundo”, declarou. “Estamos posicionando a inovação e a sustentabilidade no centro do desenvolvimento econômico, estimulando a pesquisa e a tecnologia nos mais diversos segmentos, com responsabilidade social e ambiental.”