Combustíveis do futuro, só com pesquisa e inovação

O presidente executivo da Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI), Thiago Falda, defendeu em artigo publicado na epbr que 20% dos recursos obrigatórios de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) do setor de combustíveis fósseis sejam direcionados para biocombustíveis. Entre 2016 e 2022, apenas 2,36% dos R$ 16,6 bilhões destinados a PD&I foram aplicados em biocombustíveis. A proposta da ABBI visa aumentar essa porcentagem utilizando recursos do setor privado, sem impactar o orçamento público.

Falda destacou que o Brasil pode gerar US$ 398 bilhões anuais até 2050 com biocombustíveis. Para isso, seriam necessários US$ 94 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos. Ele enfatizou que, para cumprir compromissos internacionais de redução de emissões, o Brasil precisa ampliar suas fontes renováveis, com os biocombustíveis desempenhando um papel crucial.

Embora o PL 528/2020 já inclua medidas para o setor, Falda ressaltou a necessidade de maiores investimentos em PD&I para reduzir custos e aumentar a competitividade dos biocombustíveis avançados, como o etanol de segunda geração. Destinar parte dos royalties do petróleo para biocombustíveis pode ser um marco na transição energética brasileira e global.

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